Mostrar mensagens com a etiqueta opinião do leitor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta opinião do leitor. Mostrar todas as mensagens

YES, WE CAN!

“Sim, nós podemos”. Esta é a frase mais escutada nos últimos tempos e acredito que irá ser perpetuada por muitos anos.
Ao longo do 2008 procurei abordar a temática infantil, pois enquanto pai, confesso que o tema das crianças ganha mais interesse e, neste sentido, foram vários os textos que transpareceram a minha preocupação como pai, nomeadamente os textos sobre a segurança infantil, a regras de segurança, a segurança escolar, a segurança alimentar, etc.
No ano 2009 quero alertar as consciências para uma franja da população que também muito me preocupa e que se encontra muito desprotegida, por vezes até abandonada. A quem nem sempre se lhe é dado o devido valor.
Lembrando um pouco a nossa origem, foram eles que nos geraram, nos criaram e quantas noites deixaram de dormir por nós. Quantas feridas cuidaram, quantas vezes nos aconchegarem ou mesmo para nos alimentarem?
A propósito disso, faço um apelo. Reflictam se podemos ou devemos dar melhor qualidade de vida aos nossos pais e aos nossos avós. Será que eles merecem ver o carinho que nos deram ser retribuído?
“Sim, nós podemos”, foi esta a frase mais ouvida naquela altura que decidiram dar-nos vida. Quando nascemos, foi a primeira frase que os nossos pais disseram.
“Sim nós podemos”, foi a frase que ao longo dos anos ouvimos dos nossos pais, que nunca desistiram e estiveram sempre connosco. Sem nos apercebermos, muitas vezes da sua presença, lá estavam eles a dar-nos força e coragem para “andar”… para “viver”!
Tomar conta dos nossos pais é uma questão de justiça e de igualdade. É justo que agora sejamos nós a acarinhá-los, quando eles mais precisam. É uma questão de igualdade porque o bem que eles nos deram, temos agora a oportunidade de lho retribuir.
Acompanhar os idosos é uma vantagem acrescida, porque ao mesmo tempo que lhes retribuímos o bem-estar, eles dão em troca a sua sabedoria, os seus conhecimentos, as suas histórias. Enfim, continuam ainda a partilhar gratuitamente connosco o seu saber e o seu carinho. Os avós são os maiores sábios.
Em 2009, desafio todos a navegarem o vosso barco da vida, com a tripulação completa. Levem convosco toda a vossa família incluindo os avós, e verão que no meio da tempestade a sua sabedoria poderá ser uma grande ajuda. Eles serão os primeiros a dizer “Yes, we can”.


Gastão Crespo


MORREU A LAURINDA!

O telefone tocou bem cedo, eram cerca de oito horas da manhã. Do outro lado uma voz amiga dava uma notícia terrível. O Rogério, com a voz emocionada, comunicava-me que tinha morrido a Laurinda.
Embora desde há muito a doença fizesse adivinhar que um dia teríamos este desfecho, havia sempre a esperança de que a força daquela mulher excepcional conseguiria vencer as adversidades e traições que a vida e a saúde lhe pregaram. Mas um dia o corpo não resistiu mais e a morte veio.
Conheci a Laurinda ainda criança, era ela amiga e companheira de brincadeiras e de escola da minha irmã. Já revelava, por esses dias, alguns dos traços que marcaram, para sempre, o seu carácter: a alegria de viver, a perseverança e, acima de tudo, a solidariedade com que tratava os outros.
As andanças das nossas vidas não permitiram que tivéssemos uma convivência tão próxima como gostaríamos. Mas isso não enfraqueceu, de modo nenhum, a amizade que nos ligou e às nossas famílias desde sempre.
Por tudo isso doeu e dói a morte da Laurinda, agora que já passou mais de mês desde o fatídico telefonema do Rogério, seu marido e bom amigo também. Por tudo isto, esta é uma crónica para o nosso jornal que eu gostaria de nunca ter escrito e em que cada palavra dói como uma farpa.
Foi uma mulher de causas a que se entregava de coração e de alma. A sua força vinha-lhe da convicção com que acreditava no que era, ou não era, justo. Estava sempre disponível para o apoio aos outros, principalmente os mais frágeis, os idosos. Era uma pessoa controversa, naturalmente, como o são as pessoas participativas e interventivas na vida cívica. Essa era das maiores qualidades que tinha e nela apreciava. Personagem vertical, assim se manteve até ao fim.
A Laurinda morreu e a Igreja do Souto foi pequena para aqueles que dela se quiseram despedir. Ao Rogério e aos dois filhos que deixou, nada mais posso enviar-lhes além do meu abraço.

Orlando Cardoso
(
orlandocardososter@gmail.com)

VACAS LEITEIRAS AO ABANDONO!

Nós, os (e)migrantes, continuamos sob a mesma efígie de sempre: sem razão, sem direitos, sem estatuto e sem Pátria!
Não é bem assim, mas quase.
Seria necessário o jornal inteiro para esclarecer o que vai e não vai com os expatriados, o que já fomos, já não somos, mas continuamos, na aba do sistema governamental. Gostaria de saber uma vez para sempre em que patamar nos colocam as senhoras e senhores deputados da Assembleia da República?
Como disse, seria necessário muito espaço para as questões que gostaria de colocar, igualmente para as respostas, que esperamos e não chegarão jamais, sobre direitos, educação, equivalências, seguros, legalizações, repatriamento, etc.
A maioria, para não dizer a totalidade, dos portugueses emigrados não vivem envergonhados lá onde se encontram e trabalham, reabsorvem as dificuldades, não se poupam a sacrifícios, mas apreciam as recompensas!...
A inditosa ditadura que conhecemos e obrigara os portugueses a fugir de Portugal, já findou em 1974! Queria lembrar aos senhores deputados que não conheceram esse tempo, ou não se lembram porque eram ainda “putos”, que esses arrojados homens sem estatuto e desclassificados fugiram à fome, à guerra e à miséria que pairava sobre nós, portugueses!
Poucos, muito poucos, sabiam o que era um salário com “caixa de previdência” e, não obstante a perseguição mantida contra todos os que se atreviam sair, as receitas que mandassem para as famílias começarem a ser prodígio para a economia nacional. Durante largos anos os mesmos aforros dos emigrantes serviram de aval aos soldados e outros enviados para o então Ultramar Português. A continuação do envio de remessas, foram a salvação nacional no pós 25 de Abril!
Felizmente, penso ainda e quero acreditar que a democracia se instalou para durar.
É a minha opinião, depois de todo o tempo ausente nunca esqueci o meu país, como opinam certamente milhares de compatriotas na minha situação. Por consequência, gostaria de sentir o mesmo dever, a mesma consideração de cidadão, usufruir os mesmos direitos de residente desde que possuam um B.I. actualizado, e não haver nunca renunciado a minha nacionalidade.
Porque razão devemos nós ser excluídos do voto legislativo?
Será que os nossos representantes incomodam tanto assim?
Será que a Europa sirva só para dar e não tenha nada para receber?
Porventura não pagam os emigrantes aquilo que consomem?
(Incomodam, por falarem alto e noutras línguas, bem hajam)
Esperamos, que mais dia, menos dia os senhores ministros não venham às rádios e televisões solicitar apoios aos mesmos sacrificados de sempre.
Com certeza, os emigrantes têm direito a votar, e, desfalcados como foram das proximidades consulares, concedam-lhes os meios de voto por correspondência.
Quanto às senhoras deputadas que manifestam o seu desacordo, convido-as a cogitar, encontrem o sistema fiável para a consulta, sem prejudicar quem vota, na boa fé.
Não para isso que são pagas?

Albino de Jesus Silva
(Ex-dirigente associativo, emigrante em França há 45 anos).

2009 - Ano PAR?

Sim, de facto se desejar que 2009 seja um ano Positivo, Afortunado, Risonho.
O começo de um novo ano traz consigo uma renovada e reforçada esperança no futuro próximo. A propósito é vulgar ouvirmos: “Espero que o novo ano seja melhor que o anterior”.
Assim como, todos concordamos que 2008 por vários motivos e mais algum foi marcado por diversos momentos difíceis. E pior, que isso, 2008 transformou muitos Homens e Mulheres.
Diariamente, certa palavra entrou em cada casa, contaminou miúdos e graúdos, e fortaleceu cada vez mais o pessimismo. É a crise dos bancos, dizem uns. É a crise das fábricas, dizem outros. É a crise… é a crise…
Contudo, este artigo tem como objectivo propor uma MUDANÇA. E por isso convido-o a fazer uma projecção positiva do novo ano. E para isso presenteio com uma sugestão e algumas "dicas”. Mas atenção, a criatividade fica na sua mão.
O primeiro aspecto que pretendo salientar é:
1. Use apenas palavras positivas na escrita dos seus desejos. Tente retirar as palavras "não", “nunca", "infeliz", "sozinha/o" e claro está, a palavra “crise” também. Por exemplo: "Eu desejo deixar de ser infeliz". Bem, este tipo de frase é melhor evitar, porque a conotação da palavra “infeliz” é demasiado negativa. Sugiro, antes "Eu desejo ser feliz."
2. Indique uma data limite para a concretização do seu desejo, porque a definição temporal é muito importante assim como o espaço.
3. Indique alguns detalhes, pois pense comigo: se desejar um emprego na sua área de formação e não indicar essa área, corre o risco de obter um emprego numa outra área qualquer! Ou então quando quer um café curto, mas pede apenas um café ao funcionário, ele trará o café e não o café curto que como desejava.
4. Escreva sempre frases no presente. Pois, é no presente que tudo acontece! O futuro pode ser daqui a muito tempo. Aliás, já reparou que vivemos no presente? Todos os dias podem ser magníficos presentes sem papel colorido, fitas e laçarotes. Os melhores presentes são aqueles que não se vêm, mas se sentem!
Ofereça a si um caderno simples de linhas e escreva tudo o que deseja para 2009. Depois, diariamente, leia e releia esses mesmos desejos. No final verá que conseguiu aqueles desejos onde colocou maior energia.
Feliz ano 2009, para todos os leitores!
Seja feliz! Faça alguém feliz!

Gastão Crespo

NATAL! MAIS UM!

Que vou eu dizer sobre esta linda quadra que ansiosamente esperamos? Desta vez, interroguei a minha consciência, mas a inspiração não me ajuda na objecção. Não queria recomeçar o ritual rosário alusivo às prendas, aos desejos de criança, seria recitar as mesmas larachas de sempre. Contando os meus anos, encontro-me mais com aspecto de Pai Natal que de Menino Jesus. Digo bem aspecto, porque Pai Natal não quero ser de forma alguma!
Sim, dantes, todos os meninos eram adeptos do Menino, hoje já assim não é! Vejam como as coisas mudam!
Quem diria há cinquenta anos que (os Lapónios) viriam a instalar-se no Souto da Carpalhosa?!
- Estranha forma de vida, constantemente agarrados a cordas, pendurados por telhados e varandas. Se observarem, até por detrás das paredes à escuta do que dizem os parceiros, afim de não praticar as mesmas burriquices, e lá vão, disfarçados em bonzinhos, com sorrisos fictícios de barbas mal atiladas para os não reconhecerem, fingindo que deixam prendas, usurpando ao mesmo tempo tudo o que lhes seja permitido. É preciso cuidado com a linguagem que utilizam, eu pessoalmente não os entendo, como não entenderá qualquer pessoa consensual. No entanto, há sempre alguém que confia no trajo.
Natal, propriamente dito, é mais do coração!
As prendas deveriam ser mais amor, mais fraternidade. Segundo as escrituras bíblicas, José e Maria foram exemplo disso mesmo, modestos, cordiais e família!
Natal deve ser todos os dias em cada lar, e na vida do quotidiano. O respeito é a lei da nossa civilização, que se deve, que se impõe ao comportamento dos homens e das mulheres seja qual for o trajo que se ostenta! As prendas que melhor se podem dar aos nossos meninos são a prática da boa educação, o resto é simbólico!
Natal é festa. Que seja harmoniosa, e claro, seja com crianças. Que seja igualmente com adultos! Sejamos fraternos, menos egoístas. Ouçamos os outros, o que têm para nos dizer, aceitando igualmente o pouco que nos querem dar, mesmo quando julgamos desnecessário. Nas escolas, associações, instituições, assembleias e vocações diferentes, nas fábricas, nos campos, nas aldeias e nas cidades, para que todos passem um bom Natal, brilhantes e humildes, convém parar um instante e reflectir!...
Deixo aqui os meus votos de Feliz Natal, aos leitores do “Notícias da Freguesia”, ao nosso jornal, que vigore muitos anos!

Albino de Jesus Silva

O PRESÉPIO

Olhando para trás no tempo, posso dizer que os dias da minha infância foram felizes. Havia na nossa aldeia coisas fascinantes que me encantavam, e aos meus amigos, de tal modo que ainda hoje a lembrança se mantém bem viva na memória.
Com o começo das férias de Natal parecia que o frio apertava ainda mais que no resto do Inverno, quando os ventos do lado do mar subiam pela ribeira acima. Havia um aconchego bem quente na cama quando a manhã rompia e o corpo pedia descanso. Os dias de pausa nas actividades escolares eram, como sempre, bem-vindos.
As supremas atracções desses dias gelados estavam, todavia, na Igreja. O beijo nos pés do menino Jesus, tão doce e sereno na frieza do seu corpo de barro, era um desses motivos de encanto. O ósculo, como dizia o cónego Geraldo, era um momento alto nas cerimónias religiosas que aqueciam e animavam as nossas almas. O povo vinha de todas as aldeias da paróquia que se estendia da Ortigosa ao Vale da Pedra, passando pela Carrreira, as Várzeas e o Souto, entre tantos outros lugares. A comunidade ficava, então, em paz e, pacificada, caminhava para o almoço do dia de Natal.
Mas o supremo encanto do nosso Natal era o magnífico e encantador presépio, organizado por padres e seminaristas da paróquia, iluminado por numerosas lâmpadas que davam um encanto muito especial à cena representada. Mas o encanto do presépio da Igreja do Souto não se esgotava nas figuras que representavam a sagrada família: os pastores, os reis magos, as ovelhas, o burro e a vaca. Nele participavam inúmeras personagens que nada tinham a ver com o episódio bíblico, mas com a imaginação dos responsáveis pela montagem, dispersas sobre o musgo fofo apanhado nos pinhais.
Hoje, todo este encanto desapareceu na voragem dos anos e só resta a memória daquela construção ingénua onde se destacavam as figuras animadas por escondido motor quando se acendia a luz.
Eu gostava deste presépio da minha infância. Com ele foi um pouco de nós que se perdeu e morreu.

Orlando Cardoso

CANTINHO DO POETA

É Natal, é Natal, é o mês do Menino,
Nas palhinhas nascido
Junto da estrela de Belém
Com amor e carinho
E muitos doces também.

Nesta quadra que todos gostamos
Com luzes, cores e prendas
É preciso que todos saibamos
Amar e respeitar, sem ofensas.

Ilidia Matos

ADEUS LAURINDA

Tantos encontros e tantas despedidas
Tantas alegrias e tantas lágrimas
Tantas chegadas e partidas
Deixando os olhos rasos d’água…

Adeus… angustia imensa de quem parte
Sensação de perda para quem fica
No peito se aloja a saudade
Na mente, o inconformismo da partida…

Nesse vai e vem da vida
Uns partindo outros chegando
Fica-se sempre na expectativa
E assim, o tempo vai passando…

Até que um dia, para aquele que fica,
Há a despedida que não se quer jamais
Alguém parte dessa vida
E outro alguém murmura:
Até nunca mais!

Cidalina Reis

A QUALIDADE VOLTOU!

Parabéns! O nosso jornal cresceu.
São meus, os votos para que continue o caminho que tomou recentemente. Deste modo, destacam-se os prestígios da Junta de Freguesia no campo cultural, social e educativo! Calam-se os ecos da exterminação às vozes que têm direito à palavra! Afirma-se o respeito pela democracia!
O Souto da Carpalhosa merece, e, como tive a oportunidade de o dizer publicamente num dos eventos ocorridos na sede da junta alguns tempos atrás, “a nossa terra possui uma juventude com qualidades que devem ser desenvolvidas, nela devemos depositar confiança, ajudá-la, todavia respeitando o nosso passado!”.
Devemos todos sentir orgulho por este trabalho informativo ao serviço da população, embora não seja fácil. Sabemos e temos consciência sobre o empenho e dedicação necessárias, juntando os gastos da sua elaboração. Contudo, (a opinião é minha), penso que hão-de ser superados. O tempo nos dirá. Certamente, com o tempo as condições modificam. No desenrolar da experiência e competitividade dos elaboradores, hão-de fazer com que se facilitem as tarefas.
Uma vez mais, queria relevar a importância, o significado que tem o nosso jornal junto dos ausentes, daqueles que residem fora da nossa terra, a alegria que manifestam quando lhes chega às mãos este pedaço de papel que fala do Souto, das suas gentes e das actividades. É sempre bem-vindo! Em qualquer ponto do mundo onde se encontrem os conterrâneos, o carinho, o afecto, à terra que os viu nascer, o sentimento por familiares e bens deixados, é sentido da mesma forma, toca-nos o coração, sentimento esse que só quem o vive o reconhece!
Saudade, a palavra portuguesa quase intraduzível, mas bem conhecida de todos os que a vivem e que os olhos não escondem quando o coração se exprime, num permanente abraço ligado a tudo que nos lida!
Mais ainda, através deste elo de comunicação, conhecemos melhor os valores das nossas gentes! Uns e outros, o que fomos, o que somos, podendo dizer igualmente como gostaríamos que fosse.
Parabéns pois, à Junta de Freguesia que sustém este prestigioso serviço, à Ângela Duarte pelo seu empenho e dedicação, e a todos os colaboradores que briosamente participam, sem esquecer a dinâmica iniciativa que teve na sua criação, a D. Laurinda Sobreira, quem espero brevemente ler nas suas colunas.

Albino de Jesus Silva

O DESPORTO EM CRIANÇA

O gosto pela actividade física deve ser desenvolvido, na criança desde tenra idade.
Os pais devem ser os primeiros defensores desta necessidade e desenvolver na criança o gosto pela actividade física. Ela deve fazer parte da educação, tal como a aprendizagem da leitura, da escrita e da linguagem.
Para a criança, a actividade física é um meio de se libertar de algumas pressões (disciplina escolar, obediência), bem como de descarregar a sua agressividade natural.
Por outro lado, a prática regular de exercício físico estimula o crescimento e permite o desenvolvimento harmonioso da musculatura e das principais funções vitais: cardíaca, vascular e pulmonar. A utilização da alimentação será melhor captada pelo organismo, especialmente os açúcares, dos quais as crianças têm, frequentemente, tendência para abusar.
Contudo, é importante não “pressionar” uma criança demasiado cedo, nem forçar a fazer esforços para os quais ela ainda não está minimamente preparada. Antes dos seis anos brincar é o exercício físico ideal, porque a criança ainda não atingiu toda a sua capacidade de auto-controle e de concentração na realização de exercícios motores.
Praticamente todos os desportos podem ser iniciados a partir dos seis a sete anos, desde que não exijam um esforço demasiado e competições intensivas, que provoquem grande desgaste à criança. Como exemplo de actividades desaconselhadas às crianças até aos doze/treze anos deixo aqui alguns exemplos: corridas em zonas de grande altitude, o mergulho, veículos motorizados, boxe… É neste período que a criança está em grande desenvolvimento e o excesso de actividade física e esforço provocarão danos graves na coluna vertebral que neste período se encontra bastante fragilizada. Como actividades muito aconselhadas, temos o futebol, o andebol, o basquetebol e a natação em estilo livre que favorecem o alongamento da coluna.
A criança nunca deve limitar a sua actividade física a um só desporto, por isso, se ela não manifestar qualquer desejo particular, ajude-a a descobrir, primeiro, os desportos onde possa obter mais formação. Não recuse eventuais mudanças, porque as crianças e os adolescentes, na sua maioria, ainda estão a construir a sua personalidade e a definir os seus gostos. Como num adulto a prática do desporto deve ser um prazer e nunca motivo de pressão. Deverá inscrever o seu filho num clube desportivo. Aí aprenderá a dominar, livremente, o seu instinto de poder, a aceitar a supremacia dos outros, a trabalhar em equipa, para um objectivo comum. Enquanto joga, a criança aprende a aceitar os outros, a respeitá-los, a compreendê-los.
Neste início do ano lectivo, muitos clubes tem abertas inscrições para as suas equipas. Inscreva-o e veja como motivará o seu filho quer para os estudos, quer para as actividades familiares.
Seja Feliz! Faça Alguém Feliz!

Gastão Crespo

O LEITOR AGRADECE

É louvável a ideia do Centro Social e Cultural do Souto da Carpalhosa de realizar um almoço convívio entre utentes de todos os níveis no parque de merendas da Charneca do Nicho. Não vou nomear nomes, porque a lista é longa, mas quero elogiar o senhor Pároco do Souto da Carpalhosa pela missa campal para mais de 30 pessoas. Tenham mais iniciativas. Obrigado.
HS

POR TERRAS TRANSMONTANAS

Obrigado Ricardo! Quero começar desta maneira este meu expresso, agradecer-te pelo memorável passeio que nos proporcionaste no passado mês de Agosto. Vou dizer-te porquê: as terras onde nos levaste são por natureza abastadas de coisas lindíssimas e os visíveis rochedos de granito completam a beleza das paisagens, fortalecendo simultaneamente as populações.
Escusado será dizer que os jacentes penedos contribuíram heroicamente ao engrandecimento da nossa história, são por conseguinte monumentos nacionais que eu ainda não tinha visitado!
Fiquei deveras pasmado a olhar a vastidão, a grandiosidade e o particular carinho como se encontram tratadas as parcelas rurais. Nesta girata senti a sensação de volta atrás 50 cinquenta anos na época actual quando atravessámos aquelas imensidões de colinas, admirando até perder de vista, deslumbrado pela extrema beleza das plantações de amendoeiras e oliveiras carregadas com seus frutos, a revelar os cuidados que usufruem dos quais já tinha ouvido falar mas não conhecia.
É impressionante ver este espaço no alto interior transmontano de Vila Flor a Alfândega da Fé em reduzida porção populacional e as beldades que nos ostenta.
Porquê comparar a cinquenta anos atrás no tempo? Pois, se bem me lembro, nessas alturas também estavam assim amanhadas as terras confinantes à aldeia onde nasci. Hoje, apesar da evolução em que vivemos e tanto mecanismo existente, mostra o que se vê: caminhos intransitáveis, silvados gigantes e terrenos ao abandono!
Esta viagem foi para mim uma lição, um belo exemplo, de facto. Quem não conhece, convido a descobrir. Em tempos ditos de luta contra os incêndios e incendiários, acho que a melhor arma de combate é o alinho, a convizinhança fraterna e a entreajuda. Contrário ao que se consta no Centro Litoral, o transmontano é um povo alheio à desconfiança. São hospitaleiros afáveis, bairristas e foliões! Na minha opinião é agradável e simples viver esta forma de vida!
Porque será que as boas acções não se propagam como se espalha o nojento carácter orgulhoso e desentendido? São interrogações que me faço mas não consigo perceber, nem mesmo com ajudado “Oráculo de Napoleão” que tantas dúvidas desfez.

Albino de Jesus Silva

A VOZ DO LEITOR

Foi com grande agrado que folheei e li o novo notícias da freguesia. Discordo que o "novo visual e presença na Internet são os dois pontos principais de transformação deste jornal", porque a grande transformação é de conteúdo, é de Alma.
Creio que esta mudança trouxe o Notícias da Freguesia para o patamar que muitos gostariam que ele estivesse há três anos a esta parte. Tem texto, tem informação e notícias que retratam o que é a freguesia actualmente.
Muito bom trabalho jornalístico e parabéns por estar acessível na Internet. Um grande passo para que todos, quer estejam perto ou a milhares de quilómetros, possam estar mais próximos mais vezes, e quando o entenderem.
Parabéns à nova equipa.

Susana Silva, Vale da Pedra
É sempre bom ver renovação que venha no sentido de melhorar seja o que for. Como é normal que algo mude quando as pessoas mudam também, ao manifestar-me sobre a nova imagem do Notícias da Freguesia digo simplesmente que o achei muito interessante, com nova imagem, com mais conteúdos, com um modo diferente de ver as coisas, embora sendo as mesmas, aquilo que diz respeito à freguesia e a quem nela vive.
Cumpre-me felicitar quem ajudou a mudar e agradecer a quem até aqui se esforçou e lutou por que, em cada mês, ele chegasse a todos aqueles que nele estivessem interessados. Como em todas as coisas, importa nascer e depois crescer aperfeiçoando-se sempre mais.
Pe. José Baptista, Souto da Carpalhosa
Gosto de mudanças. E gosto de pessoas que arriscam e apostam nessas mesmas mudanças.
O “Notícias da Freguesia” mudou. Está mais moderno, mais limpo, mas o conceito-base... esse é o mesmo: servir a freguesia! Durante o tempo em que fui a pessoa responsável por este jornal mensal, fui introduzindo algumas novidades numa publicação muito rica, só por si. Mas a Ângela, uma amiga de longa data, teve a coragem de revolucionar a imagem do nosso jornal. E é com revoluções decisivas que o país tem andado.
Adorei a nova imagem. Acho que seria impossível fazer-se melhor em tão curto espaço de tempo. A importância que a imagem exterior tem, actualmente, é o maior dos pesos da balança. E é esta a imagem que o Souto quer fazer passar: que somos uma freguesia jovem e com um olhar na modernidade. E o jornal, não só como um simples meio de comunicação, mas como a nossa voz para quem não nos conhece, é a melhor forma de o transmitir.
Parabéns, Ângela. Parabéns, Executivo. E parabéns aos colaboradores do “Notícias”, porque sem vocês nada disto seria possível.
Cristina Duarte, Picoto
Notei uma grande mudança no “Notícias da Freguesia” e gostei dessa mesma mudança. A mudança é sempre bem-vinda desde que mantenha a liberdade de expressão. O jornal é um meio que deve estar sempre ao serviço da comunidade que merece usufruir da nossa cultura. Considero que o jornal melhorou em muitos aspectos pelo que desejo que tenha um futuro próspero e, enquanto for para melhor, a mudança é sempre bem-vinda.
Albino Silva, Souto da Carpalhosa

CARTA PARA O SOUTO DA CARPALHOSA

Na hora das decisões, sugestões e ideias não faltam, há muitas, mas não foram ouvidas, não tiveram oportunidade de consulta, não puderam ser analisadas e, por conseguinte, isentas de comentários. Não têm hipótese de sucesso porque lhes falta o essencial: o diálogo, que não existe. Não há coragem para enfrentar as reacções e a verdade, teme-se que sejam colocadas as questões incómodas, pois alguém falhou!
A necessidade de inovação é urgente, as condições actuais não se justificam! Há já muito tempo que manifestei esse desejo, pelo qual renovo inteiro acordo. Porém, desaprovo como se pretende gastar dinheiro em demolições, quando tanta falta faz para construir, sobretudo na destruição de um abrigo emblemático que pode vir a ser útil a uma eventualidade, revalorizada!
Santo Deus! Onde está a dificuldade em parar um instante e fazer a seguinte pergunta: "Porque quereis vós guardar de pé semelhantes velharias?!"
Só isso!
Esta questão não impedir andamentos, nem contraria o curso de novos projectos. Antes pelo contrário, só pode reforçar motivações, aumentando esperanças de coligação. Todos juntos somos muitos mais, a construir e conservar!
Mas, na minha opinião, a questão mais incómoda é saber para que se quer conservar!
Guardar para quê…?!
Talvez por este caminho possamos encontrar a chave que dá acesso ao cofre que se tem mantido impenetrável há mais de uma dezena de anos, onde é suposto estar escondida a incógnita, o oráculo das dúvidas persistentes, a resposta às perguntas que podem causar sismos de extrema violência!
Se assim for, é melhor decidir sem consultar, deixando adiado uma vez mais o esclarecimento que se deve, renunciando mesmo prestigiosos e necessários auxílios!
Presume-se que os nomeados resumem o processo de: "não sendo isto mau, para quê incomodar-me, quem vier atrás, que feche a porta…".
São propósitos do tempo, correspondentes à falta de civismo e responsabilidade, idênticos às famílias modernas que se constituem, com a excepção de algumas: casar para quê? Vive-se no pecado (como dizem os franceses), não se gasta dinheiro em divórcio, no caso de separação.
É… é isso mesmo.
Não vou aludir mais sobre este caso, que os leitores bem conhecem, onde não há culpados e só os preocupados se interrogam. Sabendo que não me encontro só na plateia dos observadores, é motivos para que exteriorize mais facilmente os meus sentimentos, sobre os quais assumo responsabilidade total!
Espero que resultem como as últimas vezes. Façam e distribuam muitas fotocópias, eu agradeço.
Ah! Não vale a pena ir colocar na minha caixa do correio, eu guardo sempre um exemplar de tudo o que escrevo.
Albino de Jesus Silva