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500 MIL PORTUGUESES AFECTADOS

No passado dia 14 de Novembro, assinalou-se o Dia Mundial da Diabetes. A má alimentação e a obesidade são apontadas como as duas causas que contribuem para a diabetes, uma doença que, actualmente, afecta cerca de 250 milhões de pessoas em todo o Mundo.
No caso português, a diabetes afecta entre 400 a 500 mil pessoas, segundo dados da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal. Responsável por cerca de cinco por cento das mortes anuais no Mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a diabetes poderá afectar 500 milhões de pessoas em 2030 se não forem tomadas medidas adequadas, refere a organização num comunicado.
A Diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos.
A OMS recorda que uma má alimentação e a obesidade são dois factores que contribuem para esta doença, que surge quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não pode utilizar de forma efectiva a insulina.
Cerca de 80 por cento das pessoas afectadas pela Diabetes vivem em países de baixos e médios rendimentos e a maioria dos doentes são de meia-idade, entre os 45 e os 64 anos, e não idosos. O açúcar no sangue é um efeito comum da diabetes, doença que com o decorrer do tempo provoca graves danos e muitos órgãos do corpo humano.
Diariamente, cerca de 200 menores de 14 anos são afectados pela diabetes de tipo 1, uma condição auto-imune para a qual não existem medidas de prevenção, e o número de casos aumenta três por cento anualmente. Nas crianças em idade pré-escolar, o aumento ronda os seis por cento ao ano. A diabetes de tipo 2, associada habitualmente ao excesso de peso e à falta de exercício, é considerado um problema de adultos, mas é cada vez mais diagnosticada em crianças.
O Dia Mundial da Diabetes é assinalado a 14 de Novembro, data do nascimento de Frederick Banting, que, juntamente com Charles Best, teve um papel determinante na descoberta da insulina em 1922, uma hormona que permite tratar os diabéticos e salvar-lhes a vida.Pela grande incidência desta doença é importante que tenha sob controle o seu nível de glicemia. Como tal, deve medir os seus níveis de açúcar no sangue, com frequência, junto da sua farmácia ou do seu Centro de Saúde.

AD com Lusa

PORTUGAL ESTÁ A FICAR OBESO

A obesidade é, sem dúvida, o flagelo que mais afecta (e afectará) a saúde da população, em Portugal, em pleno século XXI. Segundo o estudo “Estilos de Vida: Impacto da Obesidade em Portugal”, realizado entre Abril e Maio deste ano, um terço da população portuguesa tem excesso de peso e 60,9% das mulheres são mesmo obesas.
O inquérito, realizado a 800 portugueses, revela que a população acima dos 55 anos é mais afectada pelo excesso de peso e pela obesidade. As domésticas e os reformados são apontados como os novos obesos, uma vez que 65,3% e 66%, respectivamente, sofrem de excesso de peso ou de obesidade.
Contudo, os habitantes do Centro Litoral e da Grande Lisboa são os que mais procurar combater o excesso de peso. Segundo este mesmo estudo, tanto os lisboetas (59,2%) como a população dos distritos de Aveiro, Leiria, Santarém e da parte do litoral de Coimbra (45,3%) optam por fazer uma alimentação equilibrada e mais cuidada para evitar o excesso de peso.
Os (maus) hábitos da população são os verdadeiros responsáveis por estes resultados. Para mais de metade dos inquiridos (51%), e de uma lista de 18 opções, ver televisão é o principal passatempo.
Para além das ocupações de tempos livres, dois de entre muitos factores que conduzem ao peso excessivo são a falta do pequeno-almoço e a falta de prática de actividade física. A maioria da população não sabe que o facto de não tomarem o pequeno-almoço conduz ao aumento de peso, pois às horas de sono somam-se mais algumas horas em se permanece de estômago quase vazio, o que leva a que a refeição seguinte seja mais calórica.
Por outro lado, a inactividade física, e segundo este mesmo estudo, é apontada por 61,4% dos inquiridos como prática corrente. Contudo, os homens são mais predispostos para se mexerem do que as mulheres, 51% contra 39,7%, respectivamente.
Das poucas actividades físicas praticadas, andar a pé e fazer caminhadas estão entre as actividades privilegiadas (56%), sendo que as justificações mais apontadas para a inactividade física são a falta de tempo (44,6%) e a preguiça (28%).
Paralelamente, e não menos importante, 61% não faz nada para evitar o excesso de peso, por considerar que não precisa ou “está bem assim” (77%).
Segundo dados da Plataforma de Luta Contra a Obesidade, também as crianças estão, cada vez mais, a padecer deste problema. Estima-se que uma em cada três crianças sofra de excesso de peso ou de obesidade, o que pode conduzir à formação de adultos nas mesmas circunstâncias.
Este inquérito, que teve como população em estudo 800 indivíduos do Continente com mais de 15 anos, foi feito pela empresa de estudos de mercado GfK Metris, para o Movimento Energia Positiva, uma iniciativa da Galp Energia conjuntamente com a Plataforma de Luta Contra a Obesidade, da Direcção-Geral de Saúde.

PREVINA-SE, PELA SUA SAÚDE!

Com a chegada do Outono, e as alterações climáticas que se fazem sentir como é natural da época, chega também a altura de prevenir os malefícios que, habitualmente, surgem. A gripe é um deles.
A gripe continua a ser, para o comum dos cidadãos e também para muitos profissionais de saúde, uma doença banal e sem grande importância. Tal ideia é contrariada pela história da doença ao longo dos séculos e, actualmente, pelos dados epidemiológicos sobre a sua morbilidade e mortalidade. Em contrapartida, é também uma doença que pode ser prevenida através da vacinação.
Assim, aconselha-se a vacinação, preferencialmente no Outono, às pessoas consideradas em alto risco de desenvolver complicações pós-infecção gripal, nomeadamente:
- Pessoas com 65 ou mais anos de idade, particularmente se residentes em lares ou outras instituições;
- Pessoas residentes ou com internamentos prolongados em instituições prestadoras de cuidados de saúde, independentemente da idade (ex: deficientes, centros de reabilitação);
- Pessoas sem-abrigo;
- Todas as pessoas com idade superior a 6 meses, incluindo grávidas e mulheres a amamentar, que sofram das seguintes patologias: doenças crónicas cardíacas, renais, hepáticas ou pulmonares (incluindo asma); diabetes mellitus ou outras doenças metabólicas; outras situações que provoquem depressão do sistema imunitário, incluindo medicação (ex: corticoterapia) ou infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) e cancro;
- Crianças e adolescentes (dos 6 meses aos 18 anos) em terapêutica prolongada com salicilatos e, portanto, em risco de desenvolver a síndroma de Reye após a gripe.Aconselha-se, ainda, a vacinação às pessoas que podem transmitir o vírus a outras consideradas de alto risco, (enumeradas anteriormente, mesmo que tenham sido vacinadas) ou que estejam em risco acrescido de contrair a doença como é o caso de pessoal dos serviços de saúde e de outros serviços com contacto directo com pessoas de alto risco, pessoal dos serviços de saúde que trabalha em hospitais e que tenham contacto directo com doentes internados e coabitantes (incluindo crianças com mais de 6 meses de idade) de pessoas de alto risco.
Pode ainda ser ponderada a vacinação de outras pessoas ou grupos que, por analogia com os acima mencionados, se considerem em igual risco de contrair e/ou transmitir a gripe.Mas, como em qualquer medicação que se tome, existem contra-indicações. Desta forma, a Direcção- Geral da Saúde menciona como contra-indica a tomada da vacina da gripe a pessoas que tenham antecedentes de reacção grave a uma dose anterior da vacina, bem como a pessoas que façam alergia ao ovo.
Tal como é visível, não se recomenda, portanto, a vacinação da população em geral, uma vez que as formas graves da doença se observam principalmente entre pessoas de idade ou debilitadas por afecções crónicas. Contudo, é ainda de referir a importância de se aconselhar com o médico assistente antes da tomada da vacina.
No Centro de Saúde do Souto da Carpalhosa, já está definido o horário para a tomada da vacina da gripe. Assim, se se encontra num dos grupos de risco acima mencionados, não perca mais tempo e corra para a prevenção. Dirija-se ao seu Centro de Saúde à segunda e à quinta-feira, das 14h00 às 16h00, para a tomada da vacina da gripe.
E como diz o povo, “mais vale prevenir que remediar”.


Fonte: Direcção-Geral da Saúde

ÁGUA(S) EM CONFORMIDADE

Já são conhecidos os resultados das análises feitas Às águas das fontes da Serrada e das Lameiras em S. Miguel. Divulgados no início do mês de Agosto, os resultados são uniformes na interpretação técnica, pois em ambas as análises todos os parâmetros estão em conformidade com os Limites definidos no Decreto-lei 236/98.
No que respeita à análise da Fonte da Serrada, a água foi considerada bacteriologicamente própria para consumo. Quanto à Fonte das Lameiras, a contagem dos germes a 22.ºC, num total de 121, é superior ao Valor Máximo Recomendado definido no Decreto-lei 236/98 que se fixa nos 100. Contudo, estes resultados não tornam a água imprópria, uma vez que, não está definido o Valor Máximo Admitido para este parâmetro.

Descargas de efluentes suinícolas

Quem nunca se deu com um cheiro nauseabundo devido a descargas de efluentes suinícolas feitas nos terrenos? Pois é, por vezes lá calha um cheiro matinal mais desagradável.
Quando se faz este tipo de espalhamento, há leis a cumprir. A verdade é que, poucos ou nenhuns as cumprem e todos acabamos por pagar por isso. Não é só o mau cheiro, é também a propagação de insectos e por consequência, doenças.
A Junta de Freguesia de Souto da Carpalhosa faz saber que está solidária com todos os que têm de lidar com esta situação. Para tal, solicita-se que denunciem este tipo de situações, por um lado, na junta de freguesia, e por outro lado, que apresentem queixa na Guarda Nacional Republicana de Monte Redondo. Ninguém tem de ser, nem deve ser, passivo perante esta situação. Falamos das descargas feitas em terrenos na nossa freguesia, mas quem não conheço o flagelo da ribeira dos Milagres?
No que respeita ao tratamento de resíduos suinícolas, também o Governo já se manifestou contra o “atraso” em Leiria. O secretário de Estado do Ambiente advertiu a Recilis de que o Governo não vai continuar “passivamente” à espera da próxima descarga na ribeira dos Milagres. O aviso foi feito no dia 7 de Agosto, após uma reunião que Humberto Rosa manteve com oito autarcas das freguesias de Amor, Monte Real, Ortigosa, Regueira de Pontes e Souto da Carpalhosa. Este encontro, pedido expressamente pelas juntas de freguesia para discutir as descargas de efluentes suinícolas no Vale do Lis, serviu ainda para que o Governo admitisse existir “um atraso incompreensível” na construção da estação de tratamentos de efluentes suinícolas (ETES) de Leiria.
AD com Região de Leiria

PROTEJA O SEU MAIOR ÓRGÃO: A PELE

O melanoma é o tipo de cancro da pele mais grave. Anualmente, em Portugal, surgem cerca de 700 novos casos de melanoma maligno, correspondendo a um rácio de oito em cada 100 mil pessoas que desenvolvem esta doença.
A pele tem duas camadas principais - a epiderme e a derme - e é o maior órgão do corpo: protege-o do calor, da luz do sol, de feridas e de infecções, ajuda a regular a temperatura corporal, armazena água e gordura e, ainda, produz vitamina D.
O melanoma tem origem nas células da pele, os melanócitos. Os melanócitos produzem melanina, o pigmento que dá à pele a sua cor natural. Quando a pele é exposta ao sol, os melanócitos produzem mais pigmento, fazendo com que a pele bronzeie, ou seja, escureça. Por vezes, surgem umas proeminências de grupos de melanócitos e de tecido circundante, chamados sinais. Estes são muito comuns, e a maioria das pessoas tem 10 a 40 sinais. O melanoma surge quando os melanócitos (células pigmentares) se tornam malignos.
Ninguém sabe as causas exactas do melanoma. Muitas vezes, o médico não consegue explicar porque é que uma pessoa desenvolve melanoma e outra não. No entanto, a investigação demonstra que determinados factores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver melanoma.
Dos vários sintomas de alerta, e uma vez que não existem causas exactas e precisas, devem estar atentas as pessoas que apresentem um número de sinais superior ao comum, que tenham história familiar de melanoma, pois, por vezes, o melanoma ocorre em várias pessoas da mesma família, ou indivíduos que tenham sofrido queimaduras solares graves. A exposição solar, muito apreciada e gozada nesta época do ano, deve ser feita moderadamente e com os maiores cuidados, pois esta é uma das maiores causas de desencadeamento deste tipo de cancro cutâneo. As queimaduras solares, mesmo que já tenham ocorrido há muito tempo, podem vir a desencadear mais tarde problemas de pele, daí que a protecção solar é fulcral para reduzir este risco.
Com a idade vão surgindo também mais sinais na pele, pelo que se deve estar particularmente atento à faixa etária mais idosa.
Se acha que tem algum sinal que inspire mais cuidado, ou que tem mudado de cor e de forma ultimamente, não esteja à espera. Consulte o seu médico de família ou um dermatologista. Nada melhor do que a opinião de um especialista para tirar as suas dúvidas. É importante ter a noção bem presente de que, no melanoma, o diagnóstico precoce é essencial!
E, afinal, "mais vale prevenir que remediar".



Contactos do seu Centro de Saúde
(Extensão do Cento de Saúde de Leiria – Dr. Gorjão Henriques)
Largo Santíssimo Salvador
Souto da Carpalhosa
2425-876 Souto da Carpalhosa
Telefone: 244 613 410